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28 de ago. de 2013

Como definir a Umbanda?

O que torna a Umbanda única e especial?
Já disse várias vezes aqui que a Umbanda é bela por ser mutável, por cada terreiro ser único e incomparável, mas mesmo assim ser facilmente reconhecido como umbandista. Mas como tudo na vida tem seu lado negativo, comecei a refletir sobre os contras dessa liberdade conceitual que só a Umbanda tem e cheguei à conclusão de que isso abre campo para que qualquer um faça qualquer tipo de culto e diga em alto em bom som que aquilo é Umbanda.

Recentemente um amigo me contou que ia em um terreiro de Umbanda e que o Pai de Santo cobrou por uns trabalhos e como o rapaz não tinha como pagar, foi amaldiçoado pelo sacerdote: "Se não pagar o que me deve, vai perder tudo o que tem. Tudo mesmo!". Fiquei estarrecido e perguntei sobre o que era feito na tal casa e descobri que havia matança de animais, trabalhos feitos para o mal e por aí vai. Eu disse que aquilo definitivamente não era Umbanda. "Ele dizia claramente que era Umbanda sim, juro!", respondeu meu amigo. De fato esse é o grande ônus de não termos um Líder unificador ou um livro de códigos como a Bíblia. Não que eu seja a favor disso, porque definitivamente não sou, gosto da Umbanda livre como sempre foi, mas qualquer um pode se dizer zelador espiritual de Umbanda, infelizmente.

Perguntei em nossa página no Facebook:

O que define a Umbanda? O que a torna única?

Algumas respostas:

"A Umbanda é uma religião inserida na religiosidade cultural brasileira. É estruturada, moralmente, em 3 princípios: fraternidade, caridade e respeito ao próximo." 
- Wildner Soares.

"Caridade Pura e amor!" - Elida P. Wiazowski

Eu juro que esperava respostas que falassem em Orixás, sincretismo religioso, atabaque, Zélio Fernandino e por aí vai, mas descobri que a Umbanda não não é definida por métodos ou culto, ela é rotulada por seus propósitos: caridade, amor e humildade.

Sei que muitos lerão isso e dirão "Mas há muitas religiões que praticam essas 3 coisas e não são a Umbanda". E eu responderei que a Umbanda tem parte dessas religiões em si, porque ela é mutável, é agregadora por essência. A Umbanda traz para si as melhores práticas e condutas de todas as outras liturgias, é isso que a torna tão grande, difusa e encantadora.

Outras dúvidas surgirão, por isso quero que vocês as escrevam nos comentários para que eu fale mais sobre o tema e também sobre caridade, humildade e amor nos próximos textos.

Axé!

20 de ago. de 2013

Namoro na Gira parte 1: é proibido?

Irmãos de santo podem dar certo como casal?
Olá irmãos umbandistas, tudo bem? Como está a trilhada de cada um?

Há algumas semanas eu perguntei em nosso Facebook e Twitter sobre namoro entre filhos de uma mesma casa, se era permitido, os prós e contras, as experiências de cada um etc. O texto que segue é feito primordialmente com base no que vivi e também com base nas respostas de nossos irmãos, portanto este artigo é quase puramente de opinião, ou seja, a minha visão sobre o tema. Todos vocês são livres para discordar, o que é muito bom também!

A Umbanda é livre e pautada pelo bom senso, ou seja, cada um pode adotar a conduta que quiser e com certeza vai arcar com o peso de suas decisões. Isso vale para todos os níveis hierárquicos do templo, desde o institucional (as regras da casa em si) até o individual (indicações de comportamento ou o comportamento em si pautadas pelos dirigentes e demais membros). Com base nisso, podemos ver que não adianta ficar proibindo nada, sendo que se a pessoa quiser fazer, ela fará. Já falamos sobre isso anteriormente, leia aqui.

Em relação aos relacionamentos amorosos (paqueras, namoros, casamentos etc.) entre os filhos do mesmo terreiro, cada casa tem a sua postura, há aquelas que proíbem e as que simplesmente estão nem aí, deixando a cargo da consciência de cada um.

Eu, Pai Cláudio, conheço inúmeras casas e a maioria delas permite que seu filhos namorem, mas com ressalvas. O namoro é entre os indivíduos, os cidadãos, os filhos de santo são irmãos em espírito, devem permanecer alheios aos sentimentos conjugais como a posse, ciúmes, controle, reporte dos passos, restrições de convívio, zelo excessivo e afins. Dentro da corrente a pessoa tem que se doar de forma integral e irrestrita à causa umbandista. Nada além. Foco total na gira.

Concordo com essa prática que é perfeita, ao meu ver, em teoria e por isso exige controle rígido dos dirigentes, carnais e espirituais, para que o casal não desvirtue a liberdade que lhes foi concedida e acabe fazendo do terreiro a extensão de suas casas, importando brigas, desconfianças e demais problemas que nada mais farão além de tirar a mente do umbandista daquilo que realmente interessa: a gira.

É por isso que há casas de Umbanda que proíbem todo e qualquer tipo de envolvimento amoroso entre seus filhos, afinal se a pessoa não te bom senso para separar os ambientes espiritual e social, não merece ter esta liberdade e a chance de estragar uma amizade ou o bom convívio no terreiro. Geralmente as casas que adotam este tipo de proibição já sofreram muito com os malefícios de ter de intervir em brigas de casais. E isso se torna mais agudo quando os Guias tem de intervir. Mas isso é assunto para o próximo texto...

Em suma, ninguém namora um irmão de santo, namora um cidadão, alguém fora da gira, pois dentro do terreiro somos todos livres dessas exigências maritais, tendo apenas a necessidade de foco nos trabalhos espirituais e em tudo o que eles representam. Não confundam as coisas jamais!

Axé.

13 de ago. de 2013

Dívidas na Encruza. Parte 2: as consequências

Colhemos o que plantamos, então tome cuidado com o que vai pedir.
Olá irmãos umbandistas, como vão vocês? Já falamos anteriormente sobre as dívidas na encruza e como não se portar, hoje seguiremos neste tema abordando as consequências dos maus pedidos que fazemos ao Povo de Ganga (da cancela, encruza,cemitério,figueira, calunga etc.).

Melhor do que ficar numa longa dissertação, vou contar-lhes uma história, mas antes vamos alinhar alguns conceitos:

  • Ação e reação: é a lei da vida, você colhe o que planta. Só se arrepender não reparará as coisas.
  • A caridade e a assistência espiritual são limitadas por quem as recebe: você ajuda até o ponto em que a pessoa poderá se gerir por si, é a velha história de "ensinar a pescar em vez de dar o peixe".

O Devedor ganancioso

Certa vez uma velha amiga me pediu ajuda espiritual, pois seu genro estava em sérios apuros com a baixa espiritualidade. Disse-me ela que o rapaz queria ser rico a qualquer custo e percorreu tudo que é templo religioso por aí (igrejas, centros espíritas, magos etc.) atrás de uma solução mágica que o tornasse próspero. A cada fracasso acumulado, o rapaz recorria a forças mais baixas da espiritualidade até que chegou num "terreiro" que solucionaria seu problema por um preço dito razoável. 

Sem titubear o rapaz aceitou. Iniciou-se ali o banho de sangue, pólvora e cachaça. Segundo ele mesmo me contou, as entidades olhavam em seus olhos e diziam que não adiantaria pedir nada a Deus, porque quem mandava no mundo era do Diabo e perguntavam se ele estava mesmo disposto a fazer o necessário para conquistar o que queria, se concedia a eles o direito de agir em seus caminhos. Sim era a resposta universal naquelas conversas.

Mas como nem tudo são flores, o rapaz não teve o dinheiro para pagar o serviço feito, o "Pai de Santo" cancelou a "caridade" e os tais espíritos vieram cobrar o que lhes pertencia, ou seja, a alma do sujeito. Os sonhos e visões eram pouca coisa perto das aparições. Uma vez um mendigo apareceu do nada ao lado de seu carro pedindo cigarros e quando os conseguiu, depois de muita insistência, agradeceu com um "Laroiê pra você também". A gota d'água foi quando essa minha amiga viu o mesmo mendigo deitado sobre o corpo do rapaz, que dormia. um presságio de morte.

Aí a moça me liga, reúno os médiuns, vamos para o terreiro e abrimos uma gira de descarrego só para isso. Todos os guias que baixaram no terreiro, sem exceção, o questionavam se ele queria mesmo aquele trabalho, se ele se arrependia do que pediu e se teria foco em sua família em vez do dinheiro. Sim, mais uma vez, foi a resposta universal. Me recordo que uma Pombogira lhe disse "Você fez tanta cagada que para a gente pensar em correr sua gira e desfazer o que foi feito, você terá de arrear aqui neste chão 7 oferendas pra Exú e 7 para Pombogira. Uma por mês durante 7 meses". Sim, mais uma vez.

Amigos, isso já faz um bom tempo. O rapaz nunca mais apareceu lá, nem para dizer "Obrigado pela ajuda, mas não creio mais que ela seja necessária".

O que acham disso?

Simpatia ou Oferenda, o que é melhor?

Uma simpatia ou oferenda é melhor do que apenas orar?

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Olá irmãos umbandistas, como vão todos?

O texto de hoje foi feito a partir do pedido de nossa irmã Fernanda Rodrigues lá em nossa página do Facebook. ela solicitou um artigo sobre orações e simpatias. E a grande pergunta é:

O que é mais eficaz, a oração, a simpatia ou uma oferenda?

E a resposta é...

Isso depende de você.

Sim, de você. Tudo começa de dentro para fora, a partir de nossa intenção e de nossa habilidade de acreditar no imaterial. significa "Acreditar no que não se pode ver", então ela é a base de tudo na espiritualidade e em seus cultos, independentemente de a liturgia pregar apenas a oração, simpatias e oferendas ou um conjunto dessas coisas. E eficácia da oração ou da simpatia vai depender do que você tem por dentro, se você acredita ou não que o resultado virá. Caso contrário, irá calejar os joelhos e gastar uma fortuna com objetos para simpatias ou oferendas para tudo que é santo.

Todavia o mais importante é saber que a espiritualidade NUNCA trabalha sozinha, ou seja, somos sempre os responsáveis pelas transformações que solicitamos e devemos agir para conquistá-las. Não basta apenas pedir, orar ou oferendar algo, temos que agir. Os orixás atuam em nossas vidas, mas eles não a vivem em nosso lugar. Cabe a eles nos guias e abrir os caminhos, mas quem os trilhará somos nós, sempre arcando com as consequências de nossos atos. É a Lei do Retorno sempre presente, por isso vigiem sempre seus atos e pensamentos, se policiem para não orar ou fazer simpatias pautadas por causas pouco nobres.

Lembrem-se sempre: melhor do que pedir é fazer.

Axé a todos!

30 de jul. de 2013

Aconteceu comigo: quando eu descobri a minha mediunidade

Cada minuto que passo no terreiro eu devo ao que vivi aos 7 anos de idade.
Olá irmãos de fé umbandista, como estão todos? 


Foi há 20 anos. Eu ainda um menininho de 7 anos de idade fui incumbido por minha mãe (que detestava Umbanda, Candomblé e afins, ou seja, a "Macumba") de vigiar a minha irmã mais velha que insistia em frequentar as giras num terreiro perto de casa. Na verdade a minha mãe foi vencida pelo cansaço, já que as surras que ela dava em minha irmã não surtiam mais efeito assim como o ato de queimar suas roupas de santo, então ela resolveu consentir que minha irmã tivesse sua própria religião desde que me levasse a tiracolo. Claro que eu fui instruído a contar cada detalhe da gira para minha mãe...

Eu fui, mas, como disse antes, eu era uma criança de 7 anos de idade e não estava nem aí para minha tarefa de vigia. Eu queria mesmo bagunçar e misteriosamente o som do atabaque - me lembro que, de modo geral, era um Ijexá bem acelerado - bem deixava elétrico e eu adorava tudo aquilo, os baianos, os boiadeiros, um sujeito de terno branco que vinha na Mãe Beth e a fazia sambar como se seus pés não tocassem o chão...

Menino arteiro que era (ainda sou), não demorou muito para um baiano de chapéu de couro me chamar para dar um passe e me deixar mais tranquilo. Seu nome era Jeremias, sujeito arretado e cantador, homem que falava direta e francamente com todos, inclusive com um certo menininho que beliscava a farofa e a carne seca do Congá nos intervalos da gira. Ele dizia "Tu vai ter que botar o branco" e eu balançava a cabeça respeitosamente, mas sem entender muita coisa. 

No fundo para mim aquilo era um grande teatro, um grupo de pessoas se divertindo num faz-de-conta semanal. E continuei achando aquilo quando, numa gira de baianos, Sr. Jeremias botou a mão em minha cabeça e me girou como um peão. "Salve a Bahia!" Eu ficava lá girando com os olhos semicerrados ao som do Ijexá e balançando os bracinhos. Propositalmente, eu pensava.

Isso aconteceu durante algumas semanas. A mesma fórmula: Jeremias, peão, Ijexá, bracinhos, tudo proposital. Então, não me lembro porquê, puxaram um ponto ao som de Barra-Vento. Ah meus irmãos! Meu coração disparou, não conseguia abrir meus olhos, eu sentia que girava feito um motor de liquidificador, mãos batiam em mim (provavelmente eram as pessoas fazendo um círculo ao meu redor), uma coisa louca! Quando abri meus olhos, lá estava ele de chapéu de couro, fio de conta composto de um coquinho, um olho de cabra e um chapeuzinho de couro. Sr. Jeremia me olhava sério e eu aprendi a minha lição: "A Umbanda é real, é verdadeira e tão tangível quanto a sua fé. Ou a sua descrença".

Nunca mais caí na gira e nem pisei num terreiro. Só 10 anos depois, mas isso fica para outro dia.

Axé!

23 de jul. de 2013

Mediunidade: como surge e o que fazer com ela?


Olá umbandistas, como vão? Quem de vocês leitores é médium? Como descobriram sua mediunidade e como fazem para desenvolvê-la?

Sim, hoje falaremos sobre a descoberta da mediunidade.

Para começar, lembremos que o médium nada mais é do que um meio de ação e comunicação entre o plano espiritual e o físico, somos portadores de dons e habilidades especiais que permitem esta interação entre os planos. Lembrem-se: somos portadores e não detentores, donos etc. O dom não nos pertence, não podemos negar a sua existência ou utilizá-lo para o nosso prazer ou enriquecimento.

Quando o dom surge?
É impossível prever. Embora seja mais comum o "despertar" ocorrer juntamente com o amadurecimento pessoal, ou seja, o início da fase adulta, há inúmeros casos de crianças médiuns por aí. Meninos e meninas fazendo feituras de santo, pregando nas igrejas, tendo clarividências e por aí vai. Isso se deve ao fato de que não devemos julgar a mediunidade pela idade física do sujeito e sim por seu amadurecimento espiritual, algo como a idade do espírito. Não há uma regra definida, um padrão temporal para essas coisas, como um plano de carreira.

E como fazemos para descobrir nossa mediunidade?
Outra coisa completamente sem lógica! Não há um processo ou método para descobrir, ao menos nada que seja 100% eficiente, não na Umbanda. No Candomblé há o jogo de búzios, mas na Umbanda a coisa simplesmente acontece. O mais usual é ouvirmos isso dos Guias durante a gira, eles falam isso indireta ou diretamente durante as consultas, despertando assim a nossa curiosidade sobre o assunto, sobre como desenvolver nossa mediunidade da melhor forma. As vezes - bem comum isso também - a mediunidade se manifesta na gira mesmo contra a nossa vontade. Um bom exemplo disso e eu tenho certeza de que já aconteceu com vários leitores desse blog é esse: você está no terreiro, o som do atabaque vai entrando em sua mente, o coração acelera, dá crise de choro, tremedeira nas pernas e, talvez, você não se lembra de mais nada. Isso é o que eu chamo de ultimato, quando a vida nos manda um recado do tipo "Está mais do que na hora de usar seu dom para ajudar as pessoas".

E o que fazer assim que descobrimos que somos médiuns?
  1. Estude: Leia as obras básicas do espiritismo, principalmente O Livro dos Médiuns, converse muito com as entidades no terreiro, seus pais de santo, irmãos de santo mais velhos, aprenda observando a vida.
  2. Seja ético: o dom que carregamos é para uso em prol do bem e das outras pessoas. Não o utilize para si ou para fins mesquinhos de terceiros, não cobre por isso. saiba impor limites.
  3. Seja humilde: ser um médium não nos torna mais fortes ou mais especiais que outras pessoas. Aos olhos de Deus somos todos iguais.
  4. Pratique a caridade: "Fora da caridade não há salvação", disse jesus.
Gostaram do texto? Deixe seus comentários e nos conte como descobriram sua mediunidade.

2 de jul. de 2013

A melhor herança que poderíamos receber de nossos ancestrais

Olá povo de Umbanda, como estão? Hoje falaremos sobre o grande legado de nossos ancestrais. sim, eu sei que a proposta deste blog é passar para os leitores uma visão vanguardista da Umbanda, contudo para seguir adiante de forma saudável, devemos respeitar o que de melhor o passado nos deixou.

Antes de iniciar nossa conversa, eu quero que vocês assistam este vídeo. Até o final e de coraçã aberto, por favor.



Assistiram? Eu gostaria que vocês deixassem nos comentários as suas impressões sobre o vídeo.

A primeira vez que ouvi este ponto eu estava no carro de nosso irmão Rafael Arruda, que também é autor aqui no Ser Umbandista, e me apaixonei logo de cara pela vibração, o toque simples e o amor que aquelas vozes transmitiam. Foi então que ele me contou que aquele áudio era de uma casa chamada Redandá. Um Candomblé de Angola (ou Candomblé de Caboclos) situado no interior de São Paulo há mais de 40 anos e que foi tema de um documentário. Claro que fui procurar no Youtube e encontrei aqui e aqui. Se eu já estava encantado em ouvir, ao ver me apaixonei.

Dá para ver nos olhos das pessoas seu amor pelos Orixás, sua simplicidade e doçura ao cantar, a entrega total às energias da corrente de orixás. E é exatamente ista a grande herança que nossos ancestrais africanos nos deixaram: o amor, a simplicidade e a dedicação à causa de nossa religião. Tá, somos de Umbanda e não de Candomblé, mas nossa fé é a mesma e nossa liturgia deriva em grande parte do Candomblé, principalmente da Angola.

"Tava dormindo e o tambor me chamou. Acorda brasil, o cativeiro acabou!"

Para você, umbandista que ainda chega no terreiro e fica esperando as coisas aconteceram, eu aconselho a seguir o que este ponto diz. Ouça o tambor vibrar e desperte, não faça de seu acanhamento (ou egoísmo, ignorância, medo etc.) um cativeiro sem fim. Cante, dance e se entregue à gira.

Vibre. É a melhor forma de demonstrar amor à Umbanda e respeito aos nossos ancestrais.


Axé!